1 de fevereiro de 2013

A Paraíba FM para João Rocha, e Johnny Rocha para a Paraíba 101 FM



Pra mim, a rádio Paraíba FM foi bom demais! Seria melhor se tivesse continuado? Não sei. Creio que as coisas começaram onde tinham que começar e terminaram onde tinham que terminar. Foi o tempo suficiente para a vivência de uma grande superação.

Dias antes de receber a proposta para integrar a equipe, eu havia descoberto um problema de saúde relativamente grave e complexo. O desafio profissional, o novo ambiente, as pessoas que conheci, o valor, o incentivo e o reconhecimento que me foram ofertados lá, me fizeram mais forte para encarar o drama pessoal.

Fui indicado para assumir um horário à noite, seis meses depois que a rádio havia estreado e, por seis meses adiante, permaneci nele. Após esse pequeno período, onde a primeira pesquisa realizada já documentou crescimento, fui a aposta do coordenador, Guto Brandão, para assumir o principal horário da emissora. Outro desafio, mais uma prova de confiança e a chance de novas experiências.

Junto com o Guto, abracei a causa e fomos em busca da reversão de um quadro negativo de audiência, decorrente de um vasto histórico de inconstância na programação. Dali por diante, tínhamos um ano até o fechamento do contrato, ou seja, metade do prazo para realizar a "obra".

Ao final de 2011, um mês antes de assumir as manhãs da Paraíba FM, os números do IBOPE mostravam uma rádio que, entre 8h e meio-dia, oscilava de 9º a 14º lugar na audiência. Que tinha, entre 11h e meio-dia, menos de 1.500 ouvintes/m. Foi nesse cenário que entramos, em janeiro de 2012.

Ao final do mesmo ano, na última pesquisa IBOPE para rádios, no dial habitado por 15 FM's, quando olhamos a faixa das 8 às 12h, já vimos a Paraíba 101 em 7º lugar geral, com quase 11 mil ouvintes/m de ponta a ponta. Um crescimento real de 2 a 10 vezes em número de pessoas, percentual ultrapassando em muito os 100% e subida de 2 a 7 posições, conforme a hora. Um lugar acima da média geral da emissora. E enquanto no mesmo horário, de uma pesquisa para outra, Sucesso e Clube perderam entre 3 e 5 mil ouvintes, nós ganhamos 4 mil de média. Única emissora popular, além da Correio, a crescer (entre 8 e 12h).

Usei o plural nas frases acima, pois as conquistas obtidas vieram em conjunto.

Gutemberg e suas ideias para dar brilho ao horário, Guto Brandão (fez muito, não dá pra citar tudo), Cacá Barbosa no empenho com a programação musical... Luana Lins, Andréa Santana e Sandra Magaly na assistência além do normal para com o andamento das atividades no estúdio, e... Ela, do jeito que a dona de casa gosta... Adriana Costa! Com todo profissionalismo e simpatia que, quando se agregaram ao horário, alavancaram nossas forças.

Infelizmente o caminho era longo, pegamos o bonde andando, eu não entrei no início do projeto. Tivemos ainda os contratempos: perda de identidade, confusão de nome e "N" outros fatores além dos nossos domínios, que juntos atrapalharam nossa caminhada.

Mas ter sido chamado para capitanear um horário tão importante, numa emissora tão estruturada, ancorada num grupo tão forte, só poderia ter me gerado bons frutos. Além de todas as vantagens já citadas e dos amigos mencionados, pude conhecer dezenas de pessoas, ser conhecido por outras milhares, nos seus trabalhos, carros e lares (aproveitando que gosto de rimar).

É isso! Agora a Paraíba FM já não existe mais, é CBN! A rádio que toca notícia TAMBÉM NO FUTEBOL. Por isso, estarei lá em mais algumas jornadas pela frente, enquanto encontrar guarida no seio da equipe comandada por Ronaldo Belarmino.


Obrigado para quem for obrigado, desculpa para quem for desculpa. Sorte, paz, fé e sucesso a todos!



"Toda grande obra de arte tem uma assinatura. Desenvolva sua assinatura, aquela característica que o distingue nitidamente dos demais. E sempre que conquistar uma vitória, assine - deixe sua marca, um sinal claro que você passou por ali." (Do livro "51 atitudes essenciais para vencer na vida e na carreira", do Carlos Hilsdorf).