13 de fevereiro de 2011

Álcool provoca quase 10% das mortes de jovens no mundo

Bebida mata mais que a Aids ou a tuberculose, alerta a OMS

O consumo de álcool mata 320 mil jovens e adolescentes por ano, sendo responsável por 9% das mortes de pessoas entre 15 e 29 anos no mundo, de acordo com um relatório divulgado nesta sexta-feira (11) pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

No total, 2,5 milhões de pessoas perdem a vida por ano por causa do produto, que pode provocar ao menos 60 tipos de doenças e ferimentos. Esse número de mortes é maior do que o registrado para a Aids ou a tuberculose.

O estudo indica que 4% das mortes no mundo têm o álcool como causa. A bebida aumenta os riscos de cirrose, epilepsia, intoxicação, acidentes de tráfego, violência e diversos tipos de câncer, diz a organização.

O problema é gritante principalmente na população masculina: 6,2% das mortes de homens são relacionadas ao álcool, enquanto para as mulheres o índice é de 1,1%. Para homens de 15 a 59 anos, a bebida é a principal causa de morte.

De acordo com a OMS, em 2005 o consumo médio do produto era de 6,13 litros de álcool puro por ano. No Brasil, o índice é um pouco maior: 6,2 litros.

Apesar do consumo desenfreado da bebida em uma parcela da população, a maior parte das pessoas não bebe – quase metade dos homens e dois terços das mulheres não consumiram álcool em 2005. O problema é que os efeitos do álcool ultrapassam os limites físicos e psicológicos do próprio consumidor, diz a OMS.

– Ele atrapalha o bem-estar e a saúde das pessoas que estão em volta. Uma pessoa bêbada pode machucar outras ou colocá-las em risco de acidentes de carro ou de comportamentos agressivos. Pode ainda afetar negativamente colegas de trabalho, parentes, amigos ou estranhos.

Além disso, o consumo em excesso do produto está associado a doenças infecciosas como a tuberculose ou a Aids. Isso porque o álcool enfraquece o sistema imunológico (responsável por combater infecções) e prejudica certos tratamentos médicos.