3 de janeiro de 2010

Internet no Brasil: em experiência, ou é sacanagem mesmo?

Quem experimenta os mais variados meios de se ter acesso à internet no Brasil sabe que não há um, se quer um, realmente eficiente. Em contraponto às velocidades oferecidas, as dores de cabeça são constantes. O atendimento de suporte de cada operadora disputa acirradamente pelo título de mais inoperante.

Na medicina existe uma teoria de que quando uma determinada doença tem vários remédios, na verdade seria porque falta um eficaz e sobram paleativos. Vivenciei isso com as "simples" espinhas no rosto, que deram um colorido abominável à minha face durante nada menos que oito anos e me fizeram experimentar todos os remédios e mandingas que você já ouviu falar, mais os que você não ouviu, e mesmo assim não obtive êxito. A cura veio às custas de um sofrimento indescritível, com um investimento que ultrapassou as barreiras do meu bolso, submetido à isotretinoína (mais conhecida comercialmente como Roacutan), um produto - mais que remédio -que prometia morte às espinhas, ou ao usuário. E só depois de encostar na mola que tem no fundo do poço, ganhei meu rosto de volta. Contudo, ao contrário da medicina - que abriu essa excessão - a tecnologia parece não ter aberto ainda nenhuma via de escape com relação ao problema da internet no Brasil.

Quando não tinha internet em casa, eu me sentia alguém a pé (sem transporte). O primeiro passo veio com a internet discada, foi como se eu tivesse comprado uma bicicleta para andar na internet. Com velocidade incrivelmente constante, na casa dos 50kbps, eu passeava sem me atrever aos downloads, nem pensava em vídeos (eram como ladeiras para subir com minha bike). Cansado de pedalar nas madrugadas e fins de semana, resolvi apostar na tecnologia 3G da Claro e comprei um modem, contratando um plano de 256kbps. Daí, pensei: Comprei uma moto para andar na internet... Com os 256 prometidos, as primeiras visitas ao youtube já seriam possíveis. Empolgado utilizei a primeira semana com total satisfação (velocidades até acima do prometido), era uma alegria, mas bastou completar-se a semana (período em que o cliente tem direito de cancelar sem multa) que a claro tirou o motor da minha "moto". A partir do 8º dia, as conexões via 3G com aquele modem de bosta não prestavam mais e o SAC da claro permitiam um trocadilho que não vou usar. No próximo parágrafo eu falo da conexão ADSL da Velox.

Com a Velox as frustrações foram menores, mas não ausentes. Pelos altos preços cobrados, fiquei impossibilitado de contratar um plano com velocidade adequada. Mesmo assim, apelando para a estabilidade eu topei pagar mais de 70 reais (juntando provedor e telefone) por 150 kbps (na verdade 115 na maior parte do tempo). Tudo foi muito bom até os últimos dias, quando a conexão passou a cair repentinamente com frequência e quando procurei o suporte a atendente virtual foi a única voz que me ofereceram. Por isso, cancelei. Para suprir a ausência, fui em busca dos serviços via rádio, mas desisti quando vi um amigo a ponto de atirar o monitor pela janela, estressado por não conseguir carregar fotos do Orkut com internet via rádio.

Mergulhado numa situação aparentemente sem jeito, resolvi buscar ajuda de quem já usou outros meios para acessar a internet. Colhendo testemunhos importantes, descobri que a conexão a cabo parece ser muito boa, daí resolvi entrar em contato com a NET que vende o pacote completo (Tv, telefone e internet) por um preço bem acessível. Problema: a NET não cobre a área onde moro. Solução? JET que oferece os mesmos serviços, cobre a área onde moro e cobra os olhos da cara. Assinei um pacote de TV e internet por pura pirraça com a Oi Velox, que no ato do cancelamento me ofereceu uma proposta bem melhor do que a JET, mas por ter perdido minha confiança antes, dançou.

Chegou a hora de testar um novo método: internet via satélite (me parece que a JET é assim). Algo me diz que vou me ferrar de novo, mas como sofri oito anos até achar a isotretinoína para minhas espinhas, o que viria a ser 1 ano preso no contrato da JET? O começo, o meio e o fim(?)dessa trajetória serão narrados aqui.

Curiosidade:

Veja os índices de "aprovação" das empresas que citei, no site ReclameAqui:

Claro 3G

Oi Velox

NET

JET