4 de novembro de 2009

Dia do inventor

4 de novembro é o Dia do Inventor: conheça o trabalho da Associação Nacional dos Inventores e ideias que prometem melhorar a qualidade de vida das pessoas

Para o presidente da Associação Nacional dos Inventores, Carlos Mazzei, inventor precisa ter força de vontade para desenvolver sua criação e levá-la ao mercado depois de devidamente patenteada. Segundo ele, há várias formas de proceder: criar uma empresa própria baseada em sua invenção, vender sua ideia para outros empresários ou negociar a patente

Tudo começa com uma boa ideia na cabeça.Depois do desenvolvimento de um protótipo e da realização de testes, o inventor tem a certeza de que o fruto daquela boa ideia vai melhorar a vida de muitas pessoas. A partir daí, muitos deles se perguntam: “O que fazer agora?”.

A Associação Nacional dos Inventores (ANI) foi criada exatamente para que as invenções brasileiras sirvam a toda a sociedade e para estimular os inventores a continuar dedicando-se à descoberta de novidades. “Nosso papel é incentivar e popularizar as inovações tecnológicas no País”, afirma o presidente e fundador da entidade, Carlos Mazzei. “Trabalhamos na orientação e regularização das patentes de projetos e na posterior comercialização dos inventos em escala industrial.”

Alguns inventos – O administrador de empresas porto-alegrense Marlon Diniz desenvolveu o Capoflex dispositivo prático e rápido de mudança de configuração para caçambas de camionetas – capota, tampão ou caçamba livre. O invento se constitui numa capota automática em fibra de vidro (ou outro material rígido) que não necessita de parafusos para a instalação. “Seu sistema eletrônico permite que o usuário mude a configuração da caçamba da camioneta de tampão para capota e vice-versa - com um simples toque de botão”, ilustra Diniz. “O equipamento sai da posição tampão e vai para a posição capota, em menos de 15 segundos”.

A ANI também apóia o Dry Hair Car, secador especial para ser acoplado à saída de ar do veículo. A criação é do zootecnista Arthur Augusto Ferreira e de sua sócia, a professora Maria Teresa Araujo Guerra. “Fizemos um equipamento formado por encaixe e mangueira. O melhor é que não requer energia, apenas a própria ventilação do carro, de preferência o ar quente. Para usá-lo, basta encaixar o dispositivo numa das saídas de ar e fechar as outras”, detalha. “Considero nosso invento prático para qualquer pessoa, porque pode ser usado na falta de tempo de secar os cabelos antes de sair e até depois de uma chuva repentina, podendo também aquecer o corpo e os pés”, imagina Ferreira. “Pensamos em vender a ideia para qualquer empresa de acessórios de carros ou fabricantes de secadores de cabelo”, finaliza

A educadora musical Christina Paz desenvolveu um Equipamento de Secagem de Calçados e Tênis - um dispositivo constituído de uma fôrma espiral similar ao pé, provido de filamentos de resistência por toda a sua extensão. A secagem rápida e uniforme do calçado ocorre de dentro para fora, por aquecimento dessa fôrma, que vem recoberta por uma camada protetora térmica para evitar danos ao produto. Como um ferro de passar, tem um termostato regulável para cada material, seja couro ou sintético.O produto é leve e de manuseio simples.

O técnico de manutenção Reginaldo Aparecido de Moraes, de Guarulhos, inventou um hidrômetro especial que não contabiliza a passagem de ar – aquele ruído que se ouve toda vez que a água é reabastecida após uma interrupção. Esse ar expelido por torque é responsável por aumentar o registro do consumo. “Com o hidrômetro que não contabiliza o ar, a ideia é economizar até 40% do total da conta”, promete o inventor.O dispositivo criado por Moraes distingue o ar da água por meio de uma boia, impedindo que o hidrômetro gire o contador durante a passagem de ar. “Ao contrário de acessórios irregulares e ilegais, não causa prejuízo ao consumidor e nem à companhia fornecedora”, garante.


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